Hoje fui para São Paulo, cheguei às 10 horas na estação Trianon Masp e desci a rua Pamplona até o numero 2537, pra encomendar o fotolivro. Vai ficar bem legal e prático.
Depois eu fui pela av. Lorena até a rua Augusta, pra comprar a(s) peruca(s), quando alcancei a rua Augusta já estava quase na loja, que fica no numero 2337. Eu tinha intenção de comprar umas três, mas escolhi comprar só uma, de melhor qualidade. Gostei bastante da loja, tem uma seção especializada em casos como o meu, mulheres que estão em quimioterapia, com uma profissional exclusiva para nos atender, a loja se chama Nilta Perucas e Acessórios, agora em casa vim a saber que ela, a Nilta, confeccionou as perucas da Hebe Camargo! Encontrei meu irmão na loja e depois fomos para as estações Consolação/Paraíso/Vergueiro e então para o Hospital.
Na consulta com o dermatologista, levei umas questões antigas e, com a quimioterapia, levei umas questões novas e ele resolveu minhas dúvidas.
Perguntei sobre as coisas que já escrevi anteriormente e o médico me disse que eu posso usar perfume e desodorante com álcool e posso fazer tatuagem de henna na sobrancelha se seus pelos caírem,(e eles são mais resistentes que os cabelos). Disse também que o prurido nas pontas dos dedos é normal e sugeriu um certo hidratante para aliviar, também sugeriu ceralip pra os lábios se estiverem ressecados. Ah! Também posso continuar pintando as unhas, porque isso não vai interferir em nada, eu achei que iria enfraquecê-las.
O melhor que posso fazer pela minha pele agora é mantê-la hidratada.
Mostrando postagens com marcador quimioterapia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador quimioterapia. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 24 de março de 2010
quarta-feira, 17 de março de 2010
Hoje... (finalmente em dia!)
Hoje é dia 17, o oitavo dia. Puxa, que maravilha, nenhum efeito colateral!! Tudo funcionando direitinho. Mas também estou fazendo minha parte: Tomando muuuita água (pelo menos 3 litros), uma mistura muito louca que eu faço (com aveia crua, amaranto, quinoa, damasco, uva passa e castanha), verduras, legumes, só arroz integral, nada de leite (que nunca me fez bem), carne só de peixe e nada de açúcar (além do que tem no damasco, na uva e nas frutas).
Chato é eu machuquei a mucosa da boca enquanto comia, comecei a usar a nistatina também, além dos bochechos com bicarbonato de sódio, que eu já fazia.
Chato é eu machuquei a mucosa da boca enquanto comia, comecei a usar a nistatina também, além dos bochechos com bicarbonato de sódio, que eu já fazia.
Marcadores:
alimentacao,
efeitos colaterais,
prevencao,
quimioterapia
terça-feira, 16 de março de 2010
Primeira seção de quimioterapia
09 de março de 2010 – primeira seção de quimioterapia
Cheguei às nove no hospital, depois de 3 horas de viagem entreSJC e São Paulo.
Houve um problema com a autorização do convênio, então só comecei a terapia mais ou menos 1h da tarde. Antes passei por uma pré-consulta com a enfermeira. Eu estava rouca e com resfriado, temi que não pudesse fazer a quimio assim, mas pude.
Achei engraçado ela me dizer que eu não tinha cara de paciente do hospital do câncer... e olha que já tosei meu cabelo pra ser melhor aceita, rs, aquela minha juba era muito contrastante no hospital. Mas eu fiz isso porque eu quis, apesar de que em semanas não teria outra escolha. Até que eu gostei. Quando ficar careca vou poder dizer que tinha lindos e longos cabelos, que esvoaçam com qualquer ventinho, que eu não podia nem por presilhas que elas escorregavam, de tão liso que era meu cabelo... Depois a enfermeira perguntou se eu fumava – não – se eu era etilista... etilista? Pensei: “Estilista é aquele que dita moda e cria coleções de roupas e acessórios, exercendo forte influência sobre a maneira como as pessoas se vestem. E ser estilista, não é apenas ser desenhista de moda, e sim criar um vestuário adequado a cada tipo de pessoa, conhecido como público alvo.”...acho que não é disso que ela tá falando... bom quando ela complementou com “ nem com amigos, socialmente?” lembrei do significado de etilista – não, não sou.
Primeiro foi ministrado o medicamento para reduzir enjôos.
Segundo o medicamento contra reação alérgica ao quimioterápico. Este me deu maior sono e bastante frio, percebi que da próxima vez e melhor ir de meia e de blusa e calca de moletom.
Terceiro o Taxol. Eu estava tranquilinha, meio dormindo, só não podia o Xan me tocar que eu levava susto. De repente me veio um chocalhão, disse pro Xan que estava mal, senti um calorão, minha pele ardendo e a respiração difícil, mas os enfermeiros muito rapidamente entraram na sala e cessaram a medicação. Testaram meus sinais vitais, que rapidinho voltaram ao normal, me puseram “no oxigênio” e eu fiquei bem.
Por quarto, então, antes de continuar foi ministrado corticóide, pra eu não ter mais essa reação.
Voltei para o Taxol, agora em dose mais lenta. Estava tranquilinha dormindo de novo e de repente novamente o chocalhão, mas que ficou só nisso, nessa hora o Xan estava pra fora falando com uma moça que veio trazer “más notícias” sobre a autorização do convênio, eu só lembro de ter acordado assustada e chocalhado os braços pra chamar atenção. Achei que era melhor não dormir, fiquei acordadona o restante do tempo, pra evitar esses sustos.
Por quinto a carboplatina, que não daria mesmo nenhuma reação, foi tranqüilo e rápido.
Finalmente, por sexto e último, o soro fisiológico. Ah! Também e importante ir com uma roupa fácil de tirar, porque dá vontade de fazer xixi o tempo todo.
Depois de dez horas no hospital, a liberdade! Saímos mais ou menos 7h da noite. Esqueci de contar sobre minha veia...
Primeiro um enfermeiro tentou “pegar” minha veia duas vezes na mão esquerda, doeu bastante, do jeito que eu achava que iria doer. Como ele não conseguiu nas duas tentativas, uma enfermeira foi chamada e pronto! Ela fez o acesso para a quimio na mão direita e foi só uma picadinha mesmo, mas foi engraçado que ela disse que os pacientes falam que aquilo não é uma picadinha, é uma picadura!
Cheguei às nove no hospital, depois de 3 horas de viagem entreSJC e São Paulo.
Houve um problema com a autorização do convênio, então só comecei a terapia mais ou menos 1h da tarde. Antes passei por uma pré-consulta com a enfermeira. Eu estava rouca e com resfriado, temi que não pudesse fazer a quimio assim, mas pude.
Achei engraçado ela me dizer que eu não tinha cara de paciente do hospital do câncer... e olha que já tosei meu cabelo pra ser melhor aceita, rs, aquela minha juba era muito contrastante no hospital. Mas eu fiz isso porque eu quis, apesar de que em semanas não teria outra escolha. Até que eu gostei. Quando ficar careca vou poder dizer que tinha lindos e longos cabelos, que esvoaçam com qualquer ventinho, que eu não podia nem por presilhas que elas escorregavam, de tão liso que era meu cabelo... Depois a enfermeira perguntou se eu fumava – não – se eu era etilista... etilista? Pensei: “Estilista é aquele que dita moda e cria coleções de roupas e acessórios, exercendo forte influência sobre a maneira como as pessoas se vestem. E ser estilista, não é apenas ser desenhista de moda, e sim criar um vestuário adequado a cada tipo de pessoa, conhecido como público alvo.”...acho que não é disso que ela tá falando... bom quando ela complementou com “ nem com amigos, socialmente?” lembrei do significado de etilista – não, não sou.
Primeiro foi ministrado o medicamento para reduzir enjôos.
Segundo o medicamento contra reação alérgica ao quimioterápico. Este me deu maior sono e bastante frio, percebi que da próxima vez e melhor ir de meia e de blusa e calca de moletom.
Terceiro o Taxol. Eu estava tranquilinha, meio dormindo, só não podia o Xan me tocar que eu levava susto. De repente me veio um chocalhão, disse pro Xan que estava mal, senti um calorão, minha pele ardendo e a respiração difícil, mas os enfermeiros muito rapidamente entraram na sala e cessaram a medicação. Testaram meus sinais vitais, que rapidinho voltaram ao normal, me puseram “no oxigênio” e eu fiquei bem.
Por quarto, então, antes de continuar foi ministrado corticóide, pra eu não ter mais essa reação.
Voltei para o Taxol, agora em dose mais lenta. Estava tranquilinha dormindo de novo e de repente novamente o chocalhão, mas que ficou só nisso, nessa hora o Xan estava pra fora falando com uma moça que veio trazer “más notícias” sobre a autorização do convênio, eu só lembro de ter acordado assustada e chocalhado os braços pra chamar atenção. Achei que era melhor não dormir, fiquei acordadona o restante do tempo, pra evitar esses sustos.
Por quinto a carboplatina, que não daria mesmo nenhuma reação, foi tranqüilo e rápido.
Finalmente, por sexto e último, o soro fisiológico. Ah! Também e importante ir com uma roupa fácil de tirar, porque dá vontade de fazer xixi o tempo todo.
Depois de dez horas no hospital, a liberdade! Saímos mais ou menos 7h da noite. Esqueci de contar sobre minha veia...
Primeiro um enfermeiro tentou “pegar” minha veia duas vezes na mão esquerda, doeu bastante, do jeito que eu achava que iria doer. Como ele não conseguiu nas duas tentativas, uma enfermeira foi chamada e pronto! Ela fez o acesso para a quimio na mão direita e foi só uma picadinha mesmo, mas foi engraçado que ela disse que os pacientes falam que aquilo não é uma picadinha, é uma picadura!
Assinar:
Postagens (Atom)